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sábado, 28 de novembro de 2009

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Se eu fosse você 2


O casal Cláudio e Helena Maria, interpretado por Tony Ramos e Glória Pires, volta a viver uma troca de papéis. Depois de alguns anos da primeira troca, os conflitos constantes voltam a prejudicar a relação e o casal resolve se separar. Para tornar a situação ainda mais complicada, eles descobrem que a filha, Bia, agora com 18 anos, está grávida e vai se casar.

Quando decidem formalizar a separação, o destino intervém na situação e, pela segunda vez, trocam de alma. Familiarizados com a situação, decidem sumir durante quatro dias - tempo que durou o fenômeno da última vez. Porém, a tentativa não dá certo. Vale a pena assistir, é pra morrer de rir desde a primeira cena. Abraços

segunda-feira, 17 de março de 2008

CIDADE DE DEUS

Já vi este filme várias vezes e gostei muito. Aqui deixo a sinopse bem grande por sinal, para que vcs possam ler e quem sabe, tenham interesse em ver. Abraços.

"CIDADE DE DEUS", de FERNANDO MEIRELLES (2002)

Buscapé, jovem negro, fotógrafo do Jornal do Brasil, morador da favela Cidade de Deus, narra a evolução desta favela do Rio de Janeiro, através da trajetória de Dadinho, depois Zé Pequeno e seus comparsas. Das origens na década de 1960, com o surgimento da primeira gang de assaltantes, até primórdios dos anos de 1980, onde o grande negócio é boca de fumo e narcotráfico, acompanhamos o desenvolvimento da marginalia da favela Cidade de Deus. Na ótica de Meirelles, crianças e jovens marginais são bandidos quase por natureza, jogados no mundo e destinados à morte (observe-se a construção da personalidade cruel e sádica de Zé Pequeno, desde criança). Por outro lado, é perceptível a ausência do Estado político, que só aparece para reprimir ou corromper. Apesar de estar no município do Rio de Janeiro, a favela Cidade de Deus é, em si, um pequeno mundo, mundo de barbárie, imerso num estado de natureza. É claro que é local de moradia de trabalhadores pobres da cidade do Rio de Janeiro (por exemplo, Mane Galinha era cobrador de ônibus). Mas o que o filme expõe é um universo infernal de dissolução social assolado pela pobreza. Por outro lado, são perceptíveis formas de sociabilização e de resistência cultural ainda que bastante precárias (por exemplo, em fins dos anos 1960, o entretenimentos para jovens, crianças e adolescentes da Cidade de Deus eram as peladas de futebol de areia e mergulho no riacho; com a expansão urbana degradada, no decorrer dos anos 1970, os únicos espaços de sociabilidade parecem ser os bailes populares). Na verdade, a sociabilidade se degrada na mesma medida da degradação do espaço urbano. O filme Cidade de Deus nos apresenta quase trinta de historia do Brasil, visto através do mundo da favela. É importante apreendermos a constituição do espaço de barbárie social pelo pelo próprio Estado capitalista periférico em crise estrutural. Na verdade, a favela torna-se gueto social, fértil para os negócios escusos da droga. O filme tende a apresentar cenas fortes da criminalidade nas favelas do Rio de Janeiro, verdadeira guerra civil, a neoguerrilha urbana dos anos 1980 até nossos dias. Embora evite apresentar o espetáculo da violência urbana, sua intensidade não deixa de impressionar e entreter o público, paralisando a reflexão critica sobre a crua realidade social brasileira. De qualquer modo, o filme possui interessantes detalhes que podem propiciar um longo (e primoroso) debate sobre a degradação social das metrópoles brasileiros nos últimos trinta anos.